Tobias Fretta: “Um quase que castiga”

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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Inaceitável. Não há como adjetivar diferente o empate do Grêmio em Minas Gerais. Se no jogo contra o Sport, mesmo com a derrota, a crítica foi branda, ontem contra o lanterna, em um estádio ausente de pressão, com a oportunidade de liderar o campeonato, não dá pra aliviar o time. Pois se jogasse ontem o que jogou contra os pernambucanos, tranquilamente o Grêmio buscaria os três pontos. O Grêmio não se repetiu. Jogou muito abaixo das suas piores apresentações, e o empate, com um a menos, só mostra o quão frágil é o rebaixado América-MG.

Todos os problemas identificados na partida podem ser atribuídos à apatia absurda, um ar blasé irritante. Erros de passes, lentidão, incapacidade de subir as linhas, time espaçado, tudo porque o Grêmio achou que naturalmente alcançaria a vitória. Então quando percebeu que teria que brigar, jogar em alto nível, pareceu não estar preparado para tal. Incrivelmente o Grêmio quase não criou chances, precisou que seu goleiro garantisse o zero a zero. A expulsão do Edílson só mostra o tipo de bobagem que jogador faz quando está desconcentrado. Que fiasco.

Um grupo que tem receio de assumir grandes responsabilidades, que teima em não representar sua torcida. Um time que não se cobra dentro do campo, que não consegue ganhar partidas em que não esteja superior taticamente. Foi do que senti falta ontem, um “vamos rapaziada, marcar lá na frente, tem que ser hoje”, BORA MEU CAPITÃO.

Claro que tem muito campeonato pela frente. Se for analisar com calma, nas duas últimas rodadas diminuímos a diferença para o Palmeiras em quatro pontos, continuamos colados no Corinthians. Provavelmente ganharemos do Santa Cruz e os comentários, textos positivos retornarão.  Todavia a tabela, a classificação, agora fica em segundo plano. A impressão que o time vai fracassar na próxima grande chance de dar um passo a frente já está entranhada no seu torcedor. Cansa. Muito pior que perceber que não há como, é a insegurança do talvez, a desilusão de um quase.

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