Tobias Fretta: “Roger é 99% Tite, mas seria ótimo 1% Felipão”

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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Dia de Grêmio. Dia de tomar a ponta do Brasileirão. Os jogos da última noite abriram a possibilidade da liderança e chegou o momento do time mostrar pro seu torcedor que não irá vacilar novamente. No futebol sempre é temeroso dar um jogo como jogado, porém a verdade é que após um bom começo, o Santa Cruz não apresenta nada que nos faça acreditar que o Grêmio não alcançará seu objetivo. O adversário tem apenas cinco pontos ganhos fora de casa e nos últimos cinco jogos longe de Recife perdeu quatro, obtendo êxito apenas contra o América-MG (o que obviamente me deixa ainda mais irritado com o resultado do último jogo).

O problema é o Grêmio. Aquele que não gosta muito de protagonizar, aquele vacilante, que nos ensinou a tomar doses diárias de vacina. Já tentei entender o porquê do Grêmio ter dificuldade contra times menores. Um dia o excesso de gols perdidos, no outro a indolência de se achar superior. Se os motivos não ficam claros, melhor pensar em soluções que já funcionaram anteriormente. Cresci testemunhando o Grêmio amassar seus adversários dentro do Olímpico. Mesmo quando não tinha técnica, quando era inferior, o Grêmio ganhava jogos simplesmente pressionando. Forçando erro, retomando a bola perto da área, gol de xiripa, bate-rebate, a vitória era conquistada na marra, na raça. Apesar de parecer antiquado falar sobre e alguns torcerem o nariz quando é invocada, a bravura faz parte do esporte. O Grêmio atual é um time altamente tático, que gosta de ter a bola, circular até que os espaços apareçam. É louvável isso. Sou entusiasta dessa forma de atuar. Mas reconheço que em certos momentos o simples, a objetividade, funciona melhor.

Que logo mais o Grêmio sufoque o Santa Cruz desde o primeiro minuto. Abra o placar cedo e principalmente busque com afinco o segundo gol e a tranqüilidade. Já escrevi que estamos “monumentando” a Arena, chegou a hora do Roger “scolarizar” um pouco esse time.

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