Sobre “saber apanhar”: Entenda a realidade de Lincoln no Grêmio

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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O técnico Portaluppi projeta uma evolução do meia Lincoln no time do Grêmio, mas para isso o atleta precisa “saber apanhar” e ganhar mais experiência.

O meia sempre foi admirado e tratado como um grande jogador que “ali” na frente deixaria de ser promessa e passaria ser afirmação. Muitos inclusive o colocaram como um substituto natural do camisa 10 gremista, Douglas. Mas as coisas não andaram como o previsto com relação ao menino de 17 anos. Linconl agora também irá trabalhar também no grupo de transição gremista para ganhar mais vivência de jogos e experiência. Ele vai disputar jogos pela Super Copa Gaúcha. A competição envolve clubes do interior do estado.

Quando Renato chegou no Grêmio para treinar o time, algumas coisas mudaram e uma delas foi a questão de aproveitamento de jogadores mais jovens, envolvendo uma espécie de questão de hierarquia. Atletas já “cascudos” como o caso de Ramiro e Marcelo Oliveira que eram contestados até pouco tempo atrás voltaram a ganhar moral com Portaluppi, mas alguns terão de mostrar serviço para que sejam aproveitados novamente. Isso serve para o garoto Linconl.

Linconl voltou a ser relacionado e foi titular no último domingo quando o tricolor empatou em 1×1 na Vila Belmiro com o Santos e não foi bem, bem como na última quinta-feira, quando o Grêmio venceu na Arena o Furacão pelo brasileirão. O garoto entrou em campo nos minutos finais na vaga de Douglas neste jogo de quinta-feira. Foram duas semanas afastado do grupo principal. Cabe lembrar que Linconl também teve uma lesão muscular que o tirou das atividades por alguns dias. Seu último jogo pela equipe principal gremista foi contra a Ponte Preta há cerca de um mês em Campinas. Jogo este que o Grêmio perdeu pelo placar de 3×0 e teve como resultado o pedido de demissão do ex-trenador do Grêmio, Roger Machado.

Durante a coletiva após o jogo contra o Atlético-PR, Renato foi questionado pelo Mundo Gre-Nal sobre o aproveitamento de Linconl na equipe, e o técnico gremista respondeu assim: “O Lincoln tem um futuro muito grande. Quando eu cheguei no Grêmio (como jogador), era aproveitado em alguns treinos, pegava experiência e descia de novo (para a base). O Lincoln jogando lá (no grupo de transição) tem que pegar ritmo, experiência. Tem que saber apanhar, no bom sentido. Não adianta pegar um jogador com 17 anos, deixar cinco meses sem jogar e depois colocá-lo no meio de uma partida. Ele vai pisar na bola. Então, a direção aceitou o que eu pedi. Vai jogar lá embaixo, apanhar e depois vai subir aos poucos”.

A verdade é que Linconl ainda necessita mostrar mais. E pode.

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