Ronaldo Rocha: “Não é imortalidade, é o Inter”

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Ganhar e perder são coisas que acontecem com qualquer clube. Mas tem coisas que só o Inter proporciona.

O Beira-Rio quase lotado com 35 mil colorados obcecados pela vitória contagia. Eu não tenho dúvidas que quando a dificuldade surge dentro das quatro linhas a força pra superá-la surge da arquibancada, do grito apaixonado.

Terminei o primeiro angustiado. Sabia que o segundo tempo seria um horror e pioraria a cada minuto que passássemos sem o gol. O nervosismo dos jogadores é inevitável e compreensível.

Temi quando o árbitro marcou o pênalti contra nossa meta. Imaginei confrontos contra Luverdense e cia em 2017 nas terças e sextas feiras.

Enlouqueci quando Danilo fez a defesa. Aliás, não foi só ele. Foram as mãos de 35 mil guerreiros que impediram que aquela bola entrasse.

E aquela cabeçada? Danilo Fernandes mostrou que veio pra ser ídolo.

E quando tudo já não parecia tão ruim dadas as circunstâncias, surge um pênalti a nosso favor. Aquele filme de pênaltis perdidos na temporada passou pela minha cabeça.

Na hora, me distraí e só pensei na tabela de classificação. Quando voltei a olhar pro campo, a bola já estava no fundo do gol.

Chorei, e muito, até o apito final. Sentimentos distintos em questão de minutos. Não é imortalidade, é o Inter.

Não sei o que vai acontecer lá na frente. Mas eu tenho muito orgulho de torcer pra esse clube.

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