Ronaldo Rocha: “Às vezes, é melhor ser surdo”

Foto: Ricardo Duarte

Foto: Ricardo Duarte

O mínimo que se espera de um clube que não vence há oito jogos é indignação, uma palavra que pelo menos conforte o torcedor. Porém, pelo que escutei após o jogo do Inter contra a Ponte Preta, no empate em 2×2, chego à conclusão de que, às vezes, é melhor ser surdo do que poder ouvir. Apequenaram o Inter. Piffero e Pellegrini tiram sarro do torcedor após cada fracasso. Ok. O resultado de hoje interrompe uma série de derrotas consecutivas. Mas só isso. Mais nada. Afinal, são 2 pontos em 24.

Pellegrini comemorou o resultado obtido contra a Ponte Preta, falou em retomada de confiança, disse que o empate foi “quase uma vitória”. Que jogo este senhor viu?

Deixo aqui meu apelo pra que o torcedor colorado lote o Beira-Rio contra o Corinthians e nos demais jogos em casa até o final do ano. A realidade é tentar fugir do rebaixamento e nossa presença é fundamental pra que atinjamos este objetivo.

É hora de parar de pensar em G-4 e de fazer projeções na parte de cima da tabela. Caiamos na realidade. Assimilemos que nosso time não joga nada, não demonstra em campo e encontra muitas dificuldades.

Um time viciado, que se acostumou a não jogar futebol e a deixar os adversários jogarem, saindo em escapes individuais. Um futebol reativo que encontrou seu prazo de validade. Falcão até tenta mudar o panorama, mas não é tarefa fácil modificar um time que não joga futebol há 11 meses.

Que tempos difíceis. Apequenaram o Inter.

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