Rafael Serra: O Grêmio previsível

Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

O roteiro da rodada perfeita estava pronto: adversário na zona de rebaixamento, o retorno do melhor zagueiro, o empate do Corinthians. Tudo certo, né?

Começa o jogo e Luan teve a chance de abrir o placar, na penumbra da Ilha do Retiro. Esse núcleo – gols perdidos – tem se repetido no roteiro no Gremista. Confesso fiquei iludido nos primeiros minutos. Neste instante enviei Whats para um amigo dizendo: Tá jogando muito o Grêmio. Neste mesmo instante, talvez, o time tenha perdido a concentração e ímpeto iniciais. Tabela entre Diego Souza e Edmílson: 1×0 Sport. Geromel falhou. Isso não estava no roteiro. Nosso melhor zagueiro falhar?! Jamais o roteiro indicaria tal falha, imagine duas. Escanteio para o Sport, Diego Souza sobe ao nível boliviano e cabeceia para o 2×0. Geromel não conseguiu parar o jogador do Sport.

Começa o segundo tempo e a concentração parecia ressurgir. Time marcando alto sem deixar o adversário agir. Geromel, nosso querido Geromito, aproveita o entrevero, após escanteio, chuta e desconta. Não satisfeito com o resultado, o Grêmio queria ser Grêmio. Mais um ataque, mais um rebote e mais um chute dele: GEROMITO. O jogo estava empatado – 2×2. A virada era possível senão fosse o velho problema da bola aérea. Mais um escanteio para o Sport. Marcelo Grohe saiu, voltou, a defesa se atrapalhou e Edmílson fazia o 3×2. Roger tentou melhorar com Pedro Rocha, Ramiro e Henrique Almeida. Não adiantou. Marcelo Oliveira usou o braço em Ewerton Felipe, na dividida, dentro da área e… pênalti. O árbitro poderia não ter marcado. Mas marca-lo não foi errado. 4×2 para o Sport.

Grêmio não seguiu o roteiro da rodada perfeita, seguiu o roteiro gremista dos últimos anos. Aquele onde o time precisa confirmar e acaba confirmando a nossa ilusão de sempre acreditar.

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