Quetelin Rodrigues: “Não podemos defender violência”

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA

Domingo, 23 de outubro de 2016.

Nas arquibancadas do Maracanã, cenas horrorosas de pura violência entre “torcedores” do Corinthians pra cima da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Aquele tipo de cena que dá dor no estômago só de olhar… triste, lamentável, ridículo. De gente que JAMAIS poderia pisar num estádio de futebol.

No mesmo horário, na mesma tarde de domingo, eu vejo um jogador irresponsável do meu time agredir um outro jogador do rival.

Por que diabos a gente se choca tanto com a violência entre os torcedores e não dá o mesmo peso quando vem de um jogador do nosso time?

Não tô aqui pra colocar o Edílson no mesmo saco que os marginais de torcida organizada. Não mesmo.

Mas o que ele fez foi violento. E isso a gente não pode defender.

Tem gente chamando o Edílson de HERÓI.

É sério mesmo? Herói por que? Por ele ter machucado um jogador que veste a camisa do nosso rival?

Edílson seria herói pra mim se tivesse decretado a nossa vitória ontem. Ou se evitasse a nossa derrota.

A gente não pode ser conivente com esse tipo de situação. Independente de ser um jogador do nosso time.

Edílson foi MUITO irresponsável. E pode prejudicar o Grêmio com sua atitude.

Dá pra entender que algumas reações são provocadas de cabeça quente, sem pensar ou até mesmo pra tentar se defender. Mas não pode nunca ser desse jeito.

Também não vou crucificar um jogador que pode se arrepender de ter agido daquela forma. Mas infelizmente, Edílson e o Grêmio vão sofrer algumas consequências da irresponsabilidade do (bom, eu gosto do Edílson) lateral.

Vamos parar com essa maluquice de idolatrar atitudes violentas!
Se a gente não faz isso nas arquibancadas, não vamos defender ninguém apenas por vestir a camisa do nosso time.

Futebol não é isso. Futebol não é violência.

Edílson, esfria essa cabeça aí, meu guri.

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