Portaluppi: “Eu imagino o sofrimento dessas famílias, meus sentimentos a elas”

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

Na última quarta-feira, o Grêmio retornou ao CT Luiz Carvalho para treinar com o foco no próximo dia 07 de dezembro, quando decide a Copa do Brasil na Arena contra o Atlético-MG às 21h45min. Após a atividade, o treinador Renato Portaluppi concedeu coletiva para imprensa e chegou até a sala de entrevistas, vestindo uma camisa da Chapecoense, em homenagem as vítimas desta tragédia sem precedentes no esporte mundial.

Logo na primeira manifestação, Portaluppi não conteve a emoção:

“Num momento desses, é muito difícil de falar. Eu peço desculpas porque ontem eu não tinha condições de falar. Hoje mesmo eu continuo abatido pela tragédia que aconteceu. Até porque aqui no Grêmio talvez eu seja a pessoa que mais tenha trabalhado com as pessoas que estavam na Chapecoense. Para mim, foi uma coisa muito ruim, muito triste. Eu imagino o sofrimento dessas famílias, meus sentimentos a elas. É uma maneira de homenagear o clube, a torcida e todas as pessoas que estavam no voo usar essa camiseta. Se o clube precisar de uma ajuda minha, tenho certeza que outras pessoas vão se colocar à disposição. As pessoas no Brasil e no mundo todo estão sofrendo. Essas pessoas sempre serão heróis. Uma maneira de a gente homenagear é conquistando a Copa do Brasil.”

O adiamento da final da Copa do Brasil, na opinião de Renato foi acertada pela CBF:

“O sofrimento é grande, mas a vida segue. Eu não tenho o poder de tomar decisões. É difícil, mas acredito que a CBF tomou a decisão certa. É uma forma de a gente poder homenagear as famílias, a Chapecoense. Cada um procura homenagear da sua forma. Hoje nós não temos clube, não temos cor. Todo mundo é Chapecoense. Hoje estou nas cordas”.

O técnico ainda relembrou de seus ex-companheiros Caio Junior, que era o atual treinador da Chape e Mário Sérgio, que atualmente trabalhava como comentarista na Fox Sports. Mário também estava no voo:

“O Mário Sérgio é uma pessoa muito especial, que veio para disputar uma partida do Grêmio, em Tóquio. Nós tínhamos um time muito jovem e ele nos passou toda sua experiência. E dentro de campo nos ajudou muito por aquele título (…) Me orgulho muito por ter jogado com Mário Sérgio, Caio Junior. Por isso falo que eles vão ser lembrados sempre como heróis. Tenho orgulho de dizer para essas pessoas que joguei e fui campeão com essas pessoas.”

 

Comentários

Comentários