Portaluppi e seu Grêmio malandro

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

“Não podemos dar chances. Projeto que nossa equipe será malandra para enfrentar uma decisão de 180 minutos. Buscamos um resultado bom para jogarmos mais tranquilos em São Paulo.” Assim Portaluppi quer o Grêmio na próxima quarta-feira às 21h45min contra o Palmeiras pelas quartas de final da Copa do Brasil na Arena no jogo de ida desta fase classificatória.

De fato, a “malandragem” referida por Renato é necessária numa decisão de mata mata. Mas já dá para notar um Grêmio mais engajado com a causa, sabendo ser “malandro”.

São só dois jogos nós sabemos. Porém, o comando de Renato nestes dois jogos (um contra o Furacão e outro contra a Chapecoense) já mostraram uma equipe pelo menos mais atenta. O Grêmio aos poucos vai retomando uma certa estabilidade no desempenho. O time já se mostra mais ofensivo e mais concentrado (concentração esta que era tão salientada pelo ex-treinador Roger Machado). 

Esse atual Grêmio não tem medo do chutão, da ligação direta e do desafogo com bolas longas. O “tic-tac” aos poucos deixa de existir. Não que o toque de bola e a qualidade deixe de ser executada, mas me refiro ao “certo refino” a mais. O Grêmio de Portaluppi tem o estilo do futebol mais pragmático e clássico.

No esquema 4-2-3-1 o time de Renato vai mais para o ataque pelos lados com Pedro Rocha e Luan. Se preocupa em definir logo o jogo, mesmo que seja por uma bola. O que importa agora são os 3 pontos no Brasileirão e a classificação na Copa do Brasil. Esse é o estilo de Renato. Esse é o novo Grêmio “malandro”. 

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