Por agressão, Edílson pode sofrer pena de até 12 partidas. Gancho a Dourado é incógnita

Foto: reprodução RBS TV

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As imagens da TV devem ser analisadas pelo STJD e usadas para uma punição severa ao lateral Edílson, do Grêmio. Os socos desferidos em Rodrigo Dourado no clássico Gre-Nal e que resultaram na expulsão dos dois atletas tendem a ser enquadrados no artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala sobre “praticar agressão física durante a partida”. A punição é de quatro a 12 jogos.

Por ser reincidente, a chance de o departamento jurídico do Grêmio ter êxito no julgamento é quase nula. A definição é dita, fora dos microfones, dentro do próprio Grêmio. O trabalho dos advogados tricolores será reduzir ao máximo o período do gancho. Na súmula da partida, o árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento relatou o soco de Edílson e o revide de Dourado. No Inter, a defesa ainda está em fase de análise, mas a intenção de se defender será abordada.

Vice de futebol do Inter, Fernando Carvalho resumiu o fato:

Dourado foi agredido pelo Edílson. Foi ridículo o que o Edílson fez. Um cara civilizado, deu três, quatro, cinco socos. (O árbitro) Não teve coragem e expulsou o Dourado também. Esse árbitro tinha que se aposentar. Quem sabe o contratam para comentarista. Ele acabou. Vai para casa, trabalha em outro ramo.

Os artigos que citam agressão no CBJD:

Art. 254-A. Praticar agressão física durante a partida, prova ou equivalente. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

PENA: suspensão de quatro a doze partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de trinta a cento e oitenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

1º Constituem exemplos da infração prevista neste artigo, sem prejuízo de outros: desferir dolosamente soco, cotovelada, cabeçada ou golpes similares em outrem, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido; (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

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