Paulo Inchauspe: “Creditamos na conta de quem os quatro?”

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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O que se passa efetivamente dentro de um vestiário poucas pessoas sabem. Ali são colocadas todas as diferenças que separam homens de meninos e isso se vê dentro de campo.

Não sei se o Grêmio esta com essa dificuldade, mas, no jogo contra o Coritiba, foi um time de meninos de fralda em campo. Sem reação, sem pegada, sem articulação e sem atitude. Discurso do Roger foi de conformismo – e ainda ficou ofendido com algumas perguntas.

Eu gosto muito do Roger e acredito que a teoria e os estudos dele sejam muito importantes para um bom desenvolvimento do futebol, mas teorias e estudos não estão nos dando títulos e assim começa a ficar difícil de tolerar falas como “médio apoiador” ou “não sei explicar o que houve”.

Edílson em uma entrevista praticamente desfez o grupo, desqualificando os colegas e isso tem um efeito extremamente negativo. Luan não deixou o companheiro dar entrevista, lamentável e triste.

Nesse último jogo, vimos um vexame digno de time de terceira divisão. Eu atá acho que os de terceira não fazem isso… mas o Grêmio fez. Nossas medalhas de ouro pareciam não estar em campo. Douglas não jogou nada e ainda assim penso que foi o menos pior. Henrique Almeida? Quem? Henrique Almeida? Não vi… queria muito saber porque o Marcelo Oliveira continua em campo, pela preleção no vestiário? Pela amizade com o Douglas? Só pode ser isso, porque faz tempo o Grêmio sofre na esquerda.

Se os dirigentes não cobrarem efetivamente alguma mudança para desfazer essa “Giulianodependência”, não veremos nenhum título em mais um ano de competições. Está difícil.

Credito, sim, a derrota ao Roger, que me parece estar errando sistematicamente em posicionamentos e convicções.

Aquele abraço!

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