“Pai, me dá um abraço?” E você? Está atrasado para que mesmo?

FOTO: DIVULGAÇÃO / TWITTER

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Será que realmente depois dessa terça-feira, 29 de novembro de 2016, conseguiremos permanecer focados nesta correria absurda e sem precedentes no nosso cotidiano? Você está atrasado para o que? E para quando? A fome pela informação mais rápida, as metas que “merecem” ser batidas e os relacionamentos humanos que abreviamos quando não damos ouvidos tanto em um bate papo rápido, quanto em uma longa conversa. Afinal, nos últimos tempos, somos reféns de um pedaço de plástico com uma tela plana “touch”, que está em nossas mãos 24 horas por dia.

Sabe aquela manhã que você escuta da boca de sua mãe: “Senta e come com calma”. Ou quando vem de seu filho: “Pai, me dá um abraço? E você responde: Agora não dá filho, o pai tá atrasado”. E ainda, quando sua esposa ou marido lhe pede calma nas mais diversas situações, e você age como? Por vezes com desdem né? Ou até sem a maldade nem de caso pensado, mas você esquece do ser humano na sua frente e do ser humano que você é.

É… creio que após esta data maldita do dia 29 de novembro de 2016, onde 72 passageiros e 9 tripulantes que estavam em um voo que jamais chegou em seu destino, a gente necessita repensar em muitos poréns no nosso cotidiano. Uma fatalidade? Uma negligência? Qualquer conclusão que se chegue neste momento, não trará a vida de nenhum dos tripulantes do avião modelo Avro RJ-85 da LaMia, matrícula CP2933, que decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia e teve como destino a eternidade.

Pare e pense! O céu não é o limite, mas a correria pode nos matar. Sendo bem honesto, direto e reto. Todos temos nossas demandas, o imponderável existe sim e acidentes acontecem a todo momento, mas como salientei no segundo parágrafo deste texto: “Sente e coma com calma!” E não exite em abraçar seus filhos ou pais e mães antes de seus afazeres, e por óbvio, tente pelo menos ter mais calma. Como profissional da comunicação, fiz coberturas intensas e que me levaram a sublimar momentos tristes. Pensei que jamais viveria um dia assim como foi este 29 de novembro de 2016. Perdi um irmão em 2002 quando ele tinha 18 anos e eu 16. Foi muito complicado e dolorido… Mas pensar que cerca de 50 ou 60 pais de família deixaram seus familiares órfãos em uma tragédia como esta e da forma que foi, nos leva a uma reflexão profunda e que sim, é obrigatória.

O que escrever mais ou dizer? Nada! O momento é de refletir e muito. Onde estamos sendo omissos? Com os nossos próximos, amigos, mulheres e familiares? Quero convidá-los que, quando terminarem de ler essas linhas escritas com muita dor pelo recente horrível e real fato, você leitor parta para ação e vá abraçar imediatamente quem está ao seu lado, seja no trabalho, seja em casa, seja lá onde for, mas abrace hoje! HOJE! Beije e tenha carinho HOJE! AGORA!

A tristeza é enorme… #ForçaChape

E você? A dica está dada! 😉

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