Opinião: “Se Lisca é doido, salvar um time do rebaixamento foi sua maior doidera”

Foto: Rafael Barros/divulgação Ceará

Foto: Rafael Barros/divulgação Ceará

por Yngrid Matsunobu, jornalista, repórter esportiva no Ceará

Faltam apenas três rodadas para o fim da Série A e o Internacional continua na zona de rebaixamento. O empate contra a Ponte Preta, na última quinta-feira (17) foi fatal pra Celso Roth. Mas o Colorado se apressou e logo apresentou Lisca, o novo treinador e velho conhecido dos gaúchos.

Que Lisca é “doido”, como é chamado pelas torcidas dos diversos clubes que compõe seu currículo, não negamos. Ele tem muita loucura no currículo. Entre dancinhas de forró e subidas nos alambrados, a maior delas foi em 2015: aceitar ser técnico do Ceará com uma diferença de 12 pontos do primeiro fora da zona de rebaixamento. Em seu primeiro jogo, um choque: metade do time reserva estava em campo e, naquela altura, cada ponto valia ouro. Prenúncios de que algo iria mal. E tudo foi. Derrota na estreia, quebra de expectativas do torcedor e o caminho do rebaixamento já seria certo.

Nos enganamos. O treinador, que não tinha mais como recorrer a contratações já que a janela já havia fechado, apostou na motivação do que tinha e descobriu que os reforços já estavam lá. No outro jogo, a postura era outra e o resultado também. Ao fim, com 70% de aproveitamento após a chegada do técnico, o Ceará escapou da degola na última rodada.

Lisca tem mérito por isso. Soube fazer as substituições corretas e acreditou em atletas que ninguém acreditava, como o Siloé, o mesmo que passou pelo Internacional em temporadas passadas. Ao todo, foram nove jogos com seis vitórias, um empate e duas derrotas do Ceará sob o comando de Lisca em 2015. Mas mais do que isso, ele transformou um grupo de atletas em um time, uma missão muito árdua, mas exatamente o que o Internacional está precisando. Nessa mesma época, há um ano, Lisca salvava um time de um rebaixamento inédito. Só resta aos colorados torcer para que a história se repita exatamente do mesmo jeito.

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