O Grêmio tem de volta o carisma e a estrela de Renato Portaluppi

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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É inegável que Renato sofreu e muito na sua reestreia como comandante do Grêmio. A classificação para as quartas de final da Copa do Brasil veio através das cobranças de pênaltis, e ainda por cima nas alternadas. Afinal, dos cinco cobradores do tricolor, três erraram suas respectivas cobranças. Renato mal chegou e já teve que “entrar” em campo, dando moral para Marcelo Grohe (que falhara no gol do Furacão), mas chegou a sua redenção pegando três cobranças das penalidades atleticanas. Antes das cobranças, ele Renato chamou Grohe para um papo reto: “O futebol tem dessas coisas… Você pode ir de vilão a herói. Vai lá e vira herói”. Dito e feito…

Mas antes desse sofrimento todo, o Mundo Gre-Nal pode acompanhar desde a chegada de Portaluppi na Arena até sua entrevista coletiva no final do jogo. Renato estava em casa realmente. Seu jeito não muda. A forma de andar, de falar e se comportar nos bastidores é padrão. A “marra” no sentido engraçado da palavra, é característica do ídolo Renato. Ele chegou com a delegação de abrigo e uniforme do Grêmio. Mas ao chegar no túnel, após o aquecimento do time e dos goleiros do tricolor, Renato aparece com uma camisa branca para dentro das calças e muito pilhado. Não conseguia parar quieto em um lugar só. Gesticulava o tempo todo com Luan e Douglas prestes a entrar no gramado. A demora do Furacão para enfileirar ao lado do time do Grêmio no túnel, motivou Renato a largar no “ar” uma célebre pergunta: “Poôh! Os caras não querem jogo não??”

Durante os 90 minutos, Portaluppi trabalhou muito. Gritou, pediu, orientou, lamentou… Foi testado. A realidade é que o jogo foi para quem tinha nervos de aço e detinha muita paciência, pois o Grêmio não foi bem. Deixou sim a desejar, principalmente no ataque. Perdeu muitos gols.

No final do jogo, mais um espetáculo a parte do ídolo: A sua entrevista coletiva. Dentre vários tópicos avaliados pelo treinador, o bom humor em doses homeopáticas foi característico em algumas respostas. Quando perguntado se ele já tinha mostrado para o plantel atual o seu DVD com seus lances, veio a galhofa: “Nãooo! Tá louco? Se eu na chegada já mostro pra eles, eles não aguentam. Vão achar que é montagem.” arrancando muitos risos da reportagem e dos dirigentes que lá estavam. Relembrou as críticas sofridas quando treinou o tricolor em 2013: “Falavam que meu time jogava feio… Jogava! Mas, eu não tinha as peças e mesmo assim fomos vice-campeões. Em 1994 o Brasil jogou feio e foi campeão.” Portaluppi segue fazendo analogias engraçadas, deixando tudo mais leve e dando espaço para uma resenha maior. Tratou de minimizar a polêmica do atacante Henrique Almeida, alegando que Henrique ainda é jovem, mas deixou claro que não pode fazer o que ele fez (o atacante ao ser substituído por Guilherme, “mandou longe” torcedores que o vaiavam, mostrando a eles o dedo do meio.

Renato está de volta. Tenham certeza disso. Até dezembro pelo menos, estaremos servidos de uma figura ímpar que não esconde sua alegria em estar de volta a casa que o projetou para o mundo da bola. A dobradinha com Valdir Espinosa tem muito o que mostrar sim, mas a sorte está lançada. Boa sorte ao Grêmio.

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