O dia em que Ramón Ábila quase veio parar no Beira-Rio

Foto: Alexandre Loureiro/Lightpress/Cruzeiro

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D’Alessandro recém havia deixado o Inter para retornar ao River Plate, por empréstimo, e outro argentino quase desembarcou no Beira-Rio. Ramón “Wachope” Ábila, de 26 anos, que defendia o Huracán-ARG, teve seu nome na mesa do presidente Vitorio Piffero e teve o nome recusado por parte da direção colorada. O ex-volante Magrão tentava a negociação do goleador do Cruzeiro no Brasileirão para o Inter.

O bastidor do negócio que chama atenção. Magrão entrou em contato com o ex-vice de futebol Carlos Pellegrini e ofereceu o atacante. Pellegrini ficou de dar um retorno para o campeão da Sul-Americana. Como não houve novo contato, Magrão telefonou para o presidente Vitorio Piffero. O mandatário, então, partiu para conversar e trocar ideia sobre Ábila com Pellegrini. Magrão fez nova ligação para Piffero, que cobrou do empresário:

– Pô, Magrão, jogador com 30 anos, já? Não temos como fazer negócio. É um jogador caro para a idade…

Espantando, Magrão respondeu a Piffero:

– Quem te disse que ele tem 30 anos, Vitorio? Ele tem 26…

Em resumo, o negócio não foi feito, Ábila acabou se transferindo para o Cruzeiro e hoje é um dos principais atacantes do Brasileirão. O clube mineiro adquiriu 50% dos direitos econômicos do jogador junto ao Huracán por US$ 3,82 milhões (R$ 12,6 milhões na época). Firmou um contrato de quatro anos com o atleta, que foi apresentado ao Cruzeiro ao lado do ex-colorado Rafael Sóbis.

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