Nico López + 10: com clone de Nilmar, Inter tenta quebrar série de insucessos no Brasileirão

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Nico López estreia pelo Inter neste domingo, no Beira-Rio. Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Grande parte das comparações não serve para nada. Apenas colocam mais e mais pressão sobre o comparado, se esquece o que o protagonista da comparação já fez sobre o determinado tema a que se está promovendo a equivalência, além de (quase sempre) se errar longe sobre aquilo que se tinha uma certeza tão absoluta quanto 2 + 2 = 4.

Acontece que na situação em que o Inter se encontra no Brasileirão, com oito jogos sem vitória e necessitado de uma atuação que alegre os colorados a ponto de sonharem novamente por algo na temporada, quando Vitinho compara Nico López com Nilmar, o mais serelepe e certeiro dos matadores que passaram pelas temporadas recentes do Beira-Rio, não há como o olho do torcedor deixar de mirar o horizonte e, em mais um ato insano dos amantes do futebol, o pensamento cheio de paixão vir à tona: “Agora, vai”.

Ele é um jogador que me lembra muito o Nilmar. É rápido, habilidoso, ágil. Eu fiquei observando as movimentações. As características são parecidas. Como eu conheço o Nilmar há algum tempo, tenho certeza que vai ser fácil (o entrosamento). E, pelo que joga, vai agregar muito ao nosso time.

Pois quando o Inter entrar em campo no Beira-Rio a partir das 16h neste domingo (31), os olhos de mais de 30 mil torcedores estarão voltados para o atacante de 21 anos, tão franzino quanto Nilmar. É que El Diente, apelido conquistado desde os tempos em que atuava no Uruguai, foi trazido ao fim da janela de transferências internacionais com o caráter de salvador. Seu choro e o discurso de amor ao Nacional-URU – clube que defendeu em 2011, 2012 e desde o início desta temporada -, motivam os colorados a pensarem que um novo (literalmente) ídolo pode estar surgindo no Beira-Rio – um novo Iarley? Fernandão? D’Alessandro, talvez. Quando qualidades como a velocidade, o chute potente de fora e perto da área e a certeira canhota são destacadas por Paulo Roberto Falcão, o maior entre os maiores que já vestiram a camisa vermelha a beira do rio, é permitido ao colorado um novo olhar no horizonte: “Agora, vai”.

Nico López tem excelente finalização, é um jogador muito ligeiro, rápido para tomar a frente da defesa. No um contra um, passa quase sempre.

Então é possível dizer que não tem para Elias, Fagner, Romero, André, Cristóvão, arbitragem, CBF. Ninguém tira essa vitória do Inter, correto? Pouco importa se o adversário é o vice-líder do Brasileirão, coladinho no Palmeiras, há seis jogos sem perder – entre eles uma goleada por 4 a 0 na grife Flamengo. Os três pontos voltarão ao Beira-Rio, será o fim desta história de apenas dois pontos em 24 disputados. O legado de Argel será esquecido e a terceira Era Falcão, finalmente, terá início.

Talvez. Só o tempo dirá. Afinal, um texto como este só poderia ser encerrado com uma frase célebre de um dos grandes jornalistas do Estado. Comparações.

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