Marcelo Grohe: “Eu sabia que se perdesse hoje, a responsabilidade toda cairia em cima de mim”

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

Marcelo Grohe concedeu entrevista coletiva após a sofrida classificação na Arena contra o Atlético-PR nos pênaltis. O goleiro que defendeu três cobranças, viu uma ir para fora e outra explodir o travessão, falou para a reportagem na zona mista, muito emocionado e em diversos momentos de suas declarações, admitiu que durante o jogo “passou muita coisa por sua cabeça”, inclusive deixar o Grêmio em caso de mais um insucesso como o camisa 1 tricolor.

Grohe sobre a partida e a pressão toda vivida nos 90 minutos:

“Eu só tenho que agradecer a Deus. Hoje eu vi que ele é fiel na minha vida. Não é fácil passar pelo que a gente passa… Tem sido um tempo difícil pra mim. Eu sabia que se perdesse hoje, a responsabilidade toda iria cair em cima de mim… Não que eu seja um coitadinho… Poh… eu sofro pra caramba aqui. Quero muito ganhar um título pra essa torcida e pro clube…”

Sobre a cobrança em cima dele e a relação com torcedor:

“Torcedor é movida a paixão… As vezes você fica mais tempo no clube e é mais cobrado. Tenho que saber lidar com a pressão. Eu não jogo sozinho, eu não ganho sozinho, eu não perco sozinho… A vitória hoje é do grupo, não é porque peguei os pênaltis… ”

Sobre a falha no gol do Atlético-PR:

“Claro que é uma falha. Larguei a bola no pé do André Lima… Já falhei outras vezes, mas podem ver… Tenho quase 300 jogos aqui no Grêmio… assim de largar no pé do atacante não tinha acontecido… As vezes é o momento. A gente joga pressionado. Temos de saber lidar com isso, quem joga em grande clube é cobrado. A bola deu no meu peito…”

Sobre a moral que Portaluppi deu a ele na hora das cobranças:

“Só tenho a agradecer ao Renato também… Ele veio ali, falou comigo… me deu moral… Não é fácil… Como eu disse, se perdesse… a culpa ia cair sobre mim. Ele me puxou num canto, me deu confiança… Falou que eu poderia passar de vilão para herói.”

Quanto a emoção do jogo:

“Nós tínhamos que passar de qualquer forma. A gente estuda os batedores dos adversários. Fui feliz nos momentos da cobranças e passamos.”

Com relação a deixar o Grêmio:

“Eu acho que trabalho nunca faltou. Vocês acompanham os treinos e percebem isso. No momento em que o Renato achar que tem que me tirar… Não tenho essa vaidade… Hoje passou tanta coisa na minha cabeça… Se ele quiser me tirar… Se for melhor pro Grêmio sem o Marcelo Grohe e o Grohe em outro lugar… também… que seja… eu quero o bem do Grêmio… Passou tanta coisa pela minha cabeça… Se a direção entender que tem que me tirar… Vou procurar um espaço em outro lugar… É um sentimento de muita coisa que passei aqui no clube. Talvez hoje iria terminar uma história… (tá difícil falar) que começou lá em 2000… Numa forma difícil pra mim… Pra minha família… Deus hoje me deu uma sobrevida… (choro e emoção). Vamo ver o que acontecer daqui pra frente. Pensei na minha família… meus amigos… Tudo que passei aqui dentro… Talvez seria uma situação difícil de ficar aqui… Talvez eu tivesse que pegar minha malinha e ir procurar um outro espaço… Não sei o que vai acontecer daqui pra frente… Mas eu deixo a cargo do Renato e da diretoria… Vou seguir trabalhando pra defender esse clube que tanto gosto. E segue a vida.

 

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