Wagner da Silva: “Aqui não, queridinha (B)”

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Foi uma noite mágica. Noite tensa, mas mágica.

Mergulhado num inferno astral, o torcedor colorado rumou ao Beira-Rio disposto a empurrar o time para fora do Z-4. A diretoria estimava um público entono de 25 mil pessoas, compareceram quase 35 mil colorados para apoiar o time. O Inter precisava desesperadamente da vitória e o torcedor entendeu isso, compareceu. Na verdade a torcida do Internacional fez muito mais do que comparecer: ela incentivou o seu time do início ao fim da partida. Cantos, gritos, aplausos. Se na chegada da delegação colorada a torcida fez as “ruas de fogo”, durante o jogo ela transformou o Beira Rio num verdadeiro caldeirão.

Quando o Santos trocava passes a vaia se ouvia, quando o Inter retomava a posse da bola, vinha o grito de incentivo das arquibancadas. Até quando sofremos o gol, imediatamente o estádio inteiro ecoou o canto de “VAMO VAMO Inter”, deixando claro que estava obstinada em afugentar a série B.

Nos lances seguintes ao gol, ouviu-se algumas vaias para o lateral Géferson – o jogador falhou no lance que originou o gol santista -, mas logo a torcida se lembrou o que foi fazer no estádio e imediatamente surgiram gritos de apoio quando Géferson tocava na bola, quando tentava uma jogada e até mesmo quando errava um passe. A recompensa não demorou para vir e o Inter chegou ao empate.

O time entrou e saiu do vestiário no intervalo sob aplausos. No segundo tempo, com um jogador a mais o Inter foi todo pressão, e a torcida funcionou como um motor que empurrava o rolo compressor para cima do Santos.

A série B, que acompanhava tudo um pouco assustada, ela que chegou ao Beira-Rio cheia da graça, trazendo consigo uma rodada com resultados péssimos para o nosso time – visto que as equipes da parte de baixo da tabela haviam vencido – levantou e saiu logo após o gol de Aylon, o gol da virada. Enfim, três pontos. Enfim, voltamos a vencer na nossa casa.

A torcida do Inter foi brava, foi guerreira, deu show e mandou um recado para a série B e para “os seus correligionários”: aqui não, queridinha!

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