Ligação para Giovanni Luigi, pressão e comissão de notáveis: a gestão Piffero em xeque

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Vitorio Piffero está em xeque. E não apenas pelo desempenho do clube no Brasileirão e na baixa produtividade de um time com folha na casa dos R$ 6,5 milhões. Uma série de erros da terceira gestão de Piffero pressiona um dos dirigentes mais vencedores da história do Inter a sair do casulo e do sistema presidencialista a que vive o Inter para um “parlamento” não oficializado. Pedro Affatato, Cuca Lima, Luiz Antônio Lopes, Fernando Carvalho e até o ex-presidente Giovanni Luigi – a quem Piffero execrou em mais de uma entrevista desde janeiro de 2015 – estão entre os nomes que auxiliam o mandatário colorado em meio à maior crise da história recente do clube.

Há cerca de 10 dias, quando Vitorio Piffero ligou para Giovanni Luigi a fim de pedir ajuda com a renegociação do contrato de televisionamento com a TV Globo. A emissora carioca tenta impedir que o Inter vote a favor da ampliação do vínculo de TV fechada com o Esporte Interativo de 2021 até 2024. E com isso aporta com um valor na casa de R$ 70 milhões (apenas de luvas) para ter a prioridade no negócio para os primeiros quatro anos da terceira década do segundo milênio. Luigi aceitou ajudar.

As questões do futebol são pontuais. Principalmente após a série de insucessos no Brasileirão. Ainda com Carlos Pellegrini no cargo, Pedro Affatato deixou a administração para estar mais presente no vestiário. Pellegrini acabou demitido após a derrota para o Corinthians – a quarta em sequência em casa – e uma série de análises e reuniões sobre o futuro do departamento de futebol foram feitas. Newton Drummond, o Chumbinho, executivo de futebol nas principais conquistas do clube, foi sondado para retornar. Com ele, Affatato sugeriu uma “comissão de notáveis”, composta por Bolívar, Iarley (que já atua junto à base) e Tinga. Vale lembrar que o ex-zagueiro auxiliou o clube na contratação (?) de Ceará.

Um novo nome no futebol como Fernando Carvalho, Marcelo Medeiros, Roberto Melo, Roberto Siegmann e até mesmo Giovanni Luigi é ligado diretamente à demissão de Paulo Roberto Falcão. À exceção de Siegmann, não por motivos pessoais, mas por incompatibilidade de trabalho e até mesmo amizade, os demais nomes não aceitariam o cargo para não ter de desligar o maior ídolo da história do clube e, assim, manchar sua(s) história(s) no Inter.

Fernando Carvalho, com sua ligação com investimentos em futebol e jogadores, há uma semana estava em Doha, a negócios. Suas constantes viagens não lhe proporcionam tempo para assumir um vestiário tão problemático a fim de permanecer em Porto Alegre por tempo integral.

A questão política também pesa. Medeiros não deixaria uma candidatura em evidência e favorita para o próximo biênio para trabalhar por três meses e manchar seu nome junto à torcida. Melo será o vice de futebol de Medeiros. Siegmann e Piffero são como o diabo e a cruz. Não podem estar na mesma sala.

O resumo – ao menos até a metade da semana, quando Piffero e Pedro Affatato estavam juntos no Rio de Janeiro: Affatato é o mais cotado para assumir como titular do departamento de futebol. Os executivos são a incógnita. Bolívar, Iarley e Tinga surgem como nomes de peso e “novidades” para um grupo que necessita de uma imposição, respeito e força. Chumbinho como aquele que conhece a casa. O Inter retorna nesta sexta (5) à tarde e o presidente Vitorio Piffero promete até sábado anunciar sua nova comissão parlamentar. A ver, diria um certo uruguaio.

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