Inter vive pior atuação da temporada e perde para o lanterna América-MG no Independência

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Mais uma vez, nos minutos finais. Mais uma vez, uma atuação típica de um time de Série B. Mais uma vez, um time sem criatividade e capacidade de reação. Mais uma vez, entre os postulantes ao rebaixamento no Brasileirão. Mais uma vez, derrotado para um time que não tem pretensão alguma na principal competição do país. Com um gol de Michael, o Inter foi derrotado pelo lanterna do nacional, dorme novamente entre o quarteto do Z-4 – é o 18º colocado 0 e afunda em uma crise sem precedentes em sua história centenária. No domingo, encara o Atlético-MG.

Como antecipado ainda em Porto Alegre, na derrota para o Vitória no meio da semana passada, Celso Roth modificou a maneira de o Inter atuar. Abdicou da criação de Seijas e da velocidade de Nico López para apostar na contenção de Anselmo e na busca pelo equilíbio entre a defesa e o ataque a partir da escalação de Eduardo Sasha. A 17ª colocação antes do início da rodada e a necessidade de, ao menos, pontuar no Independência fizeram do Inter um time com medo. Medo de atacar. Medo de ser atacado. Medo de perder. Veio de Celso Roth a definição para a escalação com três volantes:

Mais força, mais marcação, mas também mais jogo. Na realidade, estamos mudando o equilíbrio. É o que estamos buscando aos poucos. Tivemos alguns resultados negativos. Por isso que a gente mudou

A postura em campo foi o principal problema do Inter. Mesmo que Rodrigo Dourado e Fabinho se aventurassem ao ataque, jamais conseguiriam subir ao ataque com a mesma qualidade de Seijas. Aos cinco minutos, Fabinho até que assustou o goleiro Fernando Leal em um chute de pé direito após boa jogada de Valdívia. Enganou-se o torcedor que imaginou que a jogada seria o cartão de visitas do Inter. Pelo contrário.

O América-MG de apenas 20% de aproveitamento no Brasileirão e com os piores índices da competição deu trabalho para o time de Celso Roth. Aos 13, após triangulação pela esquerda, Osman chegou com certo perigo. Matheusinho, que substituiu Osman, lesionado, levou perigo aos 39, quando limpou Artur com bom drible e chutou de pé esquerdo para a bola sair pela linha de fundo.

Com muitos erros de passe e ligação direta do meio para o ataque, América-MG e Inter apresentaram um futebol pobre tecnicamente. O primeiro tempo horrendo e burocrático do Inter no Independência foi resumido assim pelo atacante Eduardo Sasha:

Estamos ansiosos, com medo de errar devido ao nosso momento. O jogo está para a bola parada, temos de ter cuidado. Não demos chances, nem conseguimos criar.

Quem imaginava que o confronto no Independência não poderia ficar pior, se enganou. A posse de bola não era traduzida em chances de gol. A transpiração sobrepunha a técnica. Foram precisos 20 minutos para que Fernando Leal fizesse a primeira defesa de perigo, em um rebote de escanteio que Eduardo Sasha conseguiu a virada. Aos 28 Ernandes, uma vez no travessão e outra de carrinho, após cruzamento da direita, quase abriu o placar. Os defensores do Inter se olhavam, atônitos, com a supremacia do time mineiro.

Com cãimbras, mancando, Anselmo deixou o campo aos 30 minutos. Quatro minutos depois, Nico López foi para o jogo na vaga de Eduardo Sasha. Nem mesmo a entrada da dupla de estrangeiros melhorou o Inter. Os gaúchos seguiam errando passes. Abusavam da ligação direta. Valdívia apostava na correria costumeira – sem sucesso sobre os defensores mineiros. O cabeludo saiu para dar lugar a Ceará. E neste momento Roth mostrou claramente ao América-MG que estava contente com o empate.

O detalhe é que Roth esqueceu de combinar o resultado com o América-MG. Ernandes e Dixon, aos 39, quase marcaram. Com 45, Michael, de cabeça, após cruzamento da direita, venceu Danilo Fernandes. O time de Celso Roth estava sepultado no Independência.

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