Inter e a Copa do Brasil: um caso de amor e (muito mais) ódio

Foto: Alexandre Lops/Internacional

Foto: Alexandre Lops/Internacional

por Alexandre Sampaio, especial

Desde quando o torneio nacional foi criado em 1989, o Internacional jamais se estabeleceu como um verdadeiro protagonista do torneio. Com exceção ao título de 1992 e o vice-campeonato de 2009, o Inter coleciona fracassos em todas as edições, sendo algumas inclusive de maneira vexatória, até mesmo quando tinha um time competitivo e de boa qualidade para passar às fases mais decisivas.

A seguir os feitos nada relevantes do clube na competição.

  • 1989 – Antes de sofrer uma goleada do Goiás no Serra Dourada por 4×0, na fase anterior o Inter conseguiu a proeza de empatar em 0x0 com o CSA. Em Maceió fez 2×0 para ir adiante. Essa dificuldade já mostrava o que viria pela frente.
  • 1990 – Uma vitória de 1×0 em Porto Alegre, o Criciúma reverteu o placar em casa, num ano em que o Inter foi muito abaixo da crítica, quase sendo rebaixado no Brasileiro.
  • 1991 – Não participou. Ficou em 3º no Gauchão de 1990 e na época somente campeões e vices regionais iriam para a Copa do Brasil.
  • 1993 – Após ser campeão no ano anterior, começou o torneio com uma vitória de 6×0 contra o Ji-Paraná fora de casa e depois fez 9×0 no Beira Rio. Na fase seguinte empatou com o Londrina fora de casa por 1×1 e, incrivelmente, perdeu em Porto Alegre por 1×0.
  • 1994 – Após uma classificação dramática contra o Bahia na Fonte Nova, onde o Inter “pediu” para ser eliminado, O Ceará elimina o Inter pelo gol qualificado. 1×0 para o time Cearense em casa e vitória do Inter por 2×1 no Beira Rio.
  • 1995 – O Inter vivia uma crise sem fim, vendo o rival em excelente fase, enfrentou o Paraná e perdeu as 2 partidas por 1×0, nas primeiras fases da competição.
  • 1996 – Eliminado pelo Flamengo de Romário após 2 bons jogos. Em Porto Alegre vitória de virada na superação por 3×2 e derrota no Rio por 3×1, num frango de Goycoechea.
  • 1997 – Novamente o Flamengo de Romário no caminho do Inter. Com Celso Roth no comando, classificou contra o Santos de maneira surpreendente, nos pênaltis, revertendo a adversidade de 2×0 da Vila Belmiro. Nas quartas foi eliminado pelo Rubro Negro com um empate em Porto Alegre (1×1), onde o árbitro Sidrack Marinho foi agredido em campo por um torcedor e depois foi prestar queixa na delegacia (não levaram em consideração). No Rio, 1×0 para o Flamengo.
  • 1998 – Eliminado na 1ª fase pelo América/MG, nos pênaltis no Beira Rio. Enciso bateu um pênalti que bateu nas 2 traves e não entrou.
  • 1999 – O maior vexame do Beira Rio nessa competição. Nas semifinais, após empatar em 0x0 em Caxias, tomou 4×0 ao natural do Juventude. A sequência da temporada foi de total depressão muito por causa dessa vergonha em momento decisivo.
  • 2000 – Eliminado pelo Botafogo após 2 empates (2×2 em Porto Alegre e 1×1 no Maracanã). Os times não estavam num bom nível.
  • 2001 – Eliminado pelo Fortaleza, adversário de 4ª feira. Derrota de 1×0 em Fortaleza e empate em 0x0 no Beira Rio debaixo de um dilúvio. O Inter deu 1 chute a gol.
  • 2002 – Eliminado pelo Atlético/MG num bom jogo no Beira Rio, onde o Inter venceu por 3×2 e quase levou para o pênaltis (estava 2×0). Mas a vitória do time Mineiro em BH por 2×0 fez a diferença.
  • 2003 – Eliminado pelo Remo pelo gol qualificado. Derrota por 1×0 em Belém e vitória por 2×1 em Porto Alegre. Mais uma “proeza” colorada.
  • 2004 – Eliminado pelo Vitória. Empate em 1×1 no Beira Rio. No Barradão o Inter saiu vencendo com gol de Oséias. O time baiano virou e Clemer ainda foi expulso por agredir um gandula. O técnico do Inter Lori Sandri colocou outro goleiro mas tirou um atacante, precisando de resultado. Na volta a Porto Alegre a torcida tocou erva-mate no treinador.
  • 2005 – Eliminação para o Paulista de Jundiaí num desastre de arbitragem da lenda Djalma Beltrami. Inter vence por 1×0 em Porto Alegre e perde pro Paulista pelo mesmo placar. Na decisão por pênaltis, Perdigão chuta no travessão e a bola bate no chão bem dentro do gol. O juiz não deu o gol e decretou o resultado, mostrando a bela qualidade de árbitro.
  • 2008 – Eliminado pelo Sport Recife na Ilha do Retiro. O time do Inter era muito forte. Vinha do título gaúcho com um 8×1 sobre o Juventude e havia vencido o Sport por 1×0 no Beira Rio nas quartas de final. Mas o time pernambucano jogou muito mais em Recife e mereceu a classificação.
  • 2013 – eliminado nas quartas de final pelo Atlético Paranaense após 2 empates (1×1 em Novo Hamburgo e 0x0 no Vila Capanema).
  • 2014 – Nova eliminação pelo Ceará. Foi a primeira derrota no novo Beira Rio após a remodelação para a Copa do Mundo. O resultado de 2×1 para o time cearense (Dida ainda defendeu um pênalti), fez com que Abel Braga levasse um time misto para o jogo da volta. Nova derrota – 3×1.
  • 2015 – Eliminação nas quartas de final após dois bons jogos contra o Palmeiras. Empate em 1×1 em Porto Alegre (Alisson defendeu um pênalti). Em São Paulo, o Inter sai perdendo por 2×0, busca o empate no segundo tempo, mas toma o gol da derrota no minuto seguinte ao empate. Apesar disso, o time foi reconhecido pela atuação briosa em campo.

Em 2006, 2007, 2010, 2011 e 2012 o Inter não disputou o torneio por jogar a Libertadores da América e nesses anos, os times que disputavam o torneio continental não jogavam a Copa do Brasil.

Agora é esperar por um novo capítulo dessa história de pouco amor e muito ódio do Internacional e a Copa do Brasil.

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