Grêmio empata na Arena e após quase uma década chega na final da Copa do Brasil

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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O jogo de volta da semifinal na Copa do Brasil dentro da Arena entre Grêmio e Cruzeiro na última quarta-feira tinha um fator ímpar: O placar de 2×0 construído pelo tricolor no jogo de ida em pleno Mineirão. O time de Renato podia perder até por 1×0 neste jogo. O Cruzeiro de Mano Menezes veio para Porto Alegre tendo que reverter em gols para seguir na competição e chegar na final. E quem irá disputar a final do Copa do Brasil 2016? O Grêmio. O jogo terminou empatado em 0x0 e após quase uma década o tricolor chega novamente em uma final de Copa do Brasil.

No início do jogo, com 10 minutos, o tricolor parecia muito atento e querendo jogo. Muitas investidas na zaga mineira com triangulações entre Douglas, Luan e com os laterais Edílson e Marcelo Oliveira. O Cruzeiro respondia a altura, com Robinho que era o mais perigoso do time de Minas. As jogadas também eram tramadas pelo volante Henrique que em Belo Horizonte não havia atuado. Ele dava mais segurança no meio para os mineiros. Aos 15 minutos o tricolor havia chutado com Walace, mas sem direção. O Cruzeiro se defendia bastante, mas com bom toque de bola. Com 20 minutos, o Cruzeiro quase abriu o placar: Ariel Cabral bateu de longe e a bola bateu no travessão. Aos 25 minutos em uma falta perigosa, de novo o Cruzeiro quase abriu o placar com cobrança de Arrascaeta. O Grêmio parecia segurar o 0x0.

Jogados 34 minutos, o resultado de 0x0 que classificava o Grêmio seguia, mas o jogo estava muito perigoso e os mineiros especulavam a todo momento a goleira do tricolor. O time de Portaluppi tinha deixado de criar um pouco. As triangulações do início haviam sido esquecidas, e foram trocadas pelos “chutões”. Já com 39 minutos jogados, a qualidade da Raposa também arrefecera e o jogo tinha se tornado burocrático. Aos 41 minutos em lançamento de Douglas para Pedro Rocha, o atacante tentou encarar a zaga da Raposa, mas foi desarmado. O primeiro tempo na Arena terminou com duas equipes que pouco criaram no final da primeira etapa, mas com um 0x0 que classificava o tricolor.

Na volta para a segunda etapa, os times estavam com as mesmas formações do primeiro tempo. Jogados 5 minutos, o Cruzeiro já tinha tido uma falta a seu favor, que em nada levou perigo ao Grêmio. Já o tricolor girava a bola pelo meio e pelas pontas, especulando a hora certa de atacar. Luan se destacava por tentar ser mais vertical. Aos 6 minutos o Cruzeiro quase fez o 1×0 com um chute cruzado de Alisson, mas Grohe espalmou. Na sequência, aos 7 minutos o Grêmio reagiu num ataque fulminante, no qual Luan passou para Pedro Rocha que dentro da pequena área, driblou o zagueiro mineiro e chutou rasteiro: O goleiro Rafael fez milagre e defendeu o chute. Já aos 8 minutos, Douglas bateu escanteio e quase fez gol olímpico. O tricolor parecia ter acordado no jogo. Jogados 17 minutos, o Cruzeiro revidou com um chute de Sóbis, mas que Grohe agarrou sem maiores problemas.

Jogados 28 minutos, o tricolor estava muito ligado no jogo e tentava sempre o ataque. A zaga do Cruzeiro estava trabalhando bastante. Os mais perigosos pelo Grêmio eram Everton, Luan e Ramiro. O trio havia melhorado as investidas do Grêmio. O placar ainda estava nos 0x0, mas ainda classificava o time de Portaluppi. Aos 36 minutos, o Grêmio seguia na tomada de ataques e o Cruzeiro tentava pelo meio alguma jogada. As entradas de Ábila e Sóbis pouco proporcionaram melhora no time mineiro. Jogados 41 minutos da segunda etapa, o empate sem gols era o cenário e o Grêmio fazia um jogo médio, já nessa altura do jogo. O Cruzeiro tentou com Ábila aos 42 minutos, mas sem nenhum efeito. O jogo foi até os 50 minutos da segunda etapa e o Grêmio após 9 anos estava na final da Copa do Brasil.

Grêmio: Marcelo Grohe; Edílson, Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Ramiro (Jailson) e Douglas (Thyere); Pedro Rocha (Everton) e Luan. Técnico: Renato Portaluppi

Cruzeiro: Rafael; Lucas Romero, Léo, Bruno Rodrigo e Edimar; Ariel Cabral, Henrique; Robinho (Ábila), Arrascaeta (R. Sóbis); Alisson e William (Alex). Técnico: Mano Menezes

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