Era uma vez o tabu de 4 anos na Arena: Grêmio é Penta da Copa do Brasil 2016!

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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Grêmio e Atlético-MG fizeram na noite da última quarta-feira a final da Copa do Brasil. Era o jogo de volta das finais. O tricolor jogava até por uma derrota simples por um gol e o Galo mineiro tinha como missão fazer um placar com dois gols de diferença, afinal, no jogo de ida o Atlético havia perdido por 3×1 em pleno Mineirão. Em jogo: 15 anos sem títulos relevantes pelo lado azul e um jejum absurdo, sem precedentes para a torcida gremista. Na casamata, um ídolo: Portaluppi. Na presidência, Romildo Bolzan reeleito e pronto para os próximos 3 anos de gestão. O roteiro de um bonito e honroso best-seller estava escrito e pronto para ser publicado. Antes do jogo, dentro do gramado ocorreu o minuto de silêncio em homenagem à Chapecoense. Jornalistas e atletas no meio campo, abraçados ao redor da bandeira do clube catarinense. O exército fez as honras tocando corneta, emocionando os mais de 55.000 dentro da Arena, além do que, era o primeiro jogo oficial após a tragédia na Colômbia. E ao final dos 90 minutos, depois de um placar de 1×1, o tricolor enfim, após 15 anos de espera, era campeão novamente. Era penta da Copa do Brasil!

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Jogados 5 minutos da finalíssima, o Galo já atacou o Grêmio com bola aérea em um cruzamento que o volante Júnior Urso cabeceou para fora. Chegando aos 10 minutos de jogo no primeiro tempo, o Atlético seguia especulando a zaga gremista. O time de Renato tocava e jogava com calma, afinal, quem precisava do placar era o Galo. Com 20 minutos, o Atlético tinha em Luan o mais agudo nos ataques, bem como o meio campo bem postado. O goleiro Victor nada trabalhara até então. O Grêmio começava a esboçar reação aos 21 minutos e em uma cobrança de falta batida por Douglas com perigo, ameaçou o Galo pela primeira vez.

Com 30 minutos de partida, o jogo seguia na mesma pegada: O alvinegro mineiro era mais agudo com Pratto, Robinho e Luan e o Grêmio quando escapava, preferia tocar mais a bola. Era claro que estava administrando o jogo, tirando a velocidade no jogo. Aos 39 minutos, o Grêmio havia chutado com perigo apenas uma vez com Everton. Já o Atlético, tentava mais chutes de longa distância com seus volantes. O primeiro tempo era bem administrado pelo Grêmio que em uma escapada, através de um toque de letra para Everton, que cara a cara com Victor perdeu um gol incrível! Jogados 44 minutos, o Grêmio seguia administrando o jogo e o Galo muito alerta tentava até o final pelo menos um gol. O primeiro tempo foi até os 47 minutos, mas o empate sem gols era a realidade.

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No início da etapa complementar, os times voltaram brigando muito dentro de campo, e com 5 minutos o Galo seguia demonstrando maior ímpeto dentro de campo. O Grêmio rodava muito a bola e administrava bem a partida. Com 16 minutos jogados no segundo tempo, o tricolor já atacava mais com Douglas e Ramiro. Pelos lados, o lateral Edílson cruzava e chutava por vezes com perigo. O Atlético tentava jogadas pelos lados com Marcos Rocha, alçando muita vezes a bola via cobrança de lateral. Com 18 minutos, Luan do Grêmio bateu forte, mas sem perigo para Victor.

Jogados 25 minutos, o Grêmio se aproximava mais do Penta na Copa do Brasil. Tinha mais posse de bola e controlava mais o jogo. O Galo, já mostrava nervosismo e não conseguia mais atacar com tanta contundência. Os times já jogavam ao bel prazer do jogo e com 30 minutos o alvinegro mineiro estava desesperado atrás de pelo menos um gol. O resultado de 0x0 dava o Penta para o Grêmio e a torcida já gritava aos poucos “é campeão, é campeão”.

Aos 35 minutos, o Grêmio era superior no jogo, tinha amplo domínio. O Galo parecia assimilar o golpe e se defendia como podia. O clima já era de festa na Arena, a torcida já enlouquecida. Era aguardado o final do jogo para comemorar o Penta! Jogados 40 minutos, o tricolor era embalado pela torcida que emocionada berrava em alto e bom som todos os cânticos possíveis dentro da Arena. Restavam apenas 5 minutos e a alegria estava guarada para o equatoriano Miller Bolaños: Aos 43 minutos, após um bate rebate, o atacante empurrou para as redes. Era o 1×0 para exorcizar a seca de títulos no Grêmio. Cazares ainda empatou para o Galo com um golaço do campo de defesa. Teve confusão bem no final do jogo, mas após 15 anos o torcedor gremista podia gritar finalmente: “É CAMPEÃO!”

Grêmio: Marcelo Grohe; Edílson, Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Ramiro (Jaílson), Douglas (Bolaños) e Everton; Luan. Técnico: Renato Portaluppi

Atlético-MG: Victor; Marcos Rocha, Erazo, Gabriel e Fábio Santos; Leandro Donizete (Cazares), Júnior Urso (Maicossuel), Rafael Carioca, Luan, Robinho e Lucas Pratto. Técnico: Diogo Giacomin

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