Em busca da reabilitação no Brasileiro, Grêmio vive forte crise política entre Guerra e Dutra Jr. no futebol

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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Enquanto realiza reuniões para retomar os rumos no Brasileirão e voltar a perspectivas maiores na competição que não uma vaga à Copa Libertadores, o Grêmio vive forte crise política em seu departamento de futebol. Uma “disputa” até então velada entre o vice de futebol Alberto Guerra e o vice presidente do Conselho de Administração, Antônio Dutra Júnior, toma forma além dos bastidores da Arena e começa a mostrar-se evidente fora dos corredores e diálogos internos da casa gremista.

Tudo começou há cerca de dois meses, quando Guerra tentava conciliar suas atividades longe do clube com as de dentro do Grêmio. Com a necessidade de ausências constantes do CT Presidente Luiz Carvalho, viagens, concentrações, entre outras atividades diárias no Grêmio, o vice de futebol passou a compartilhar atribuições. Escolheu Dutra Jr. e Júnior Chávare (diretor executivo do Grêmio), como seus aliados e escudeiros. A fase do clube era boa e a nave tricolor voava em “vôo cruzeiro”.

Acontece que a parceria inicial virou o fio. A dupla passou a queimar Guerra em meio às não participações. O “fogo amigo” passou a se tornar diário. E Guerra, conciliando a pleno suas atividades fora do Grêmio e tendo resolvido seus “poréns”, teve (e ainda tem) de conviver com constantes farpas e picuinhas internas. O intuito: a troca da liderança da principal razão de ser do Grêmio, o futebol.

Informações dão conta que o excesso de pessoas no vestiário não agrada em nada os jogadores. Na saída de Rui Costa e Cesar Pacheco, o futebol recebeu quatro nomes: Guerra, Dutra, Rolim e Chávare. Alexandre Rolim (assessor de futebol) foi trazido por Alberto Guerra, que nega qualquer envolvimento político na escolha. Pessoas com trânsito no vestiário do Grêmio mencionam que existe uma combinação, por exemplo, de que Guerra fala à imprensa, sempre, nos empates e nas derrotas. Se Dutra Jr. falar, será apenas nas vitórias.

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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– Não tenho lado político, sou operário do clube. Se eu tivesse algum lado político, eu estaria usando “a máquina” a meu favor. Na condição de vice de futebol do Grêmio representamos todos os gremistas. Não admito o uso da máquina em favor de A ou B – resumiu Guerra.

Questionado sobre o suposto mal-estar no departamento de futebol gremista, Antonio Dutra Jr. negou qualquer problema. Alegou que não há qualquer problema e que nada de anormal está acontecendo:

– Não temos nenhum tipo de problema, não existe briga, nem atrito. A gente se alterna normalmente nas entrevistas pós-jogo. Nós temos reuniões semanais. Falamos no WhatsApp periodicamente. Isso (o problema de bastidor entre os dirigentes) foi realmente veiculado, mas refuto qualquer coisa com relação a isso – rebateu Dutra Jr.

– Tudo vaza do CT do Grêmio. Ele (Antônio Dutra) sempre coloca na conta do presidente, dos assessores, o vazamento da informação. Nesta última (a venda de Giuliano), quando somente o presidente, o (Alexandre) Rolin e o Beto (Guerra) sabiam, nada vazou – apontou um amigo de Beto Guerra.

O que se sabe é que a ronha promete ter novos capítulos nos próximos dias. Neste domingo (11), o Grêmio encarou o Palmeiras em busca da reabilitação no Brasileirão após uma sequência de quase 30 dias sem vitória no campeonato nacional, mas não conseguiu. O time de Roger Machado empatou em 0x0 e manteve-se na sexta colocado na tabela, com 37 pontos, 10 a menos que o líder, o próprio Palmeiras.

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