Douglas marca e Inter conhece a primeira derrota em Gre-Nal na era do novo Beira-Rio

FOTO: LUCAS UEBEL/GRÊMIO

E o Inter perdeu o primeiro clássico do novo Beira-Rio. Com um gol de Douglas ainda no primeiro tempo de partida, o time de Roger controlou o Gre-Nal 410 e fez a quinta partida consecutiva em que o Inter não vence no Brasileirão.

O Gre-Nal começou como tinha de ser, disputado, forte, com marcação intensa das duas equipes. Argel não surpreendeu. Escalou o capitão Paulão e reforçou a defesa ao postar o Inter com três volantes: Dourado, Fabinho e Fernando Bob. Não por isso se manteve atrás. Pelo contrário. Dourado e Fabinho eram presença constante no campo do Grêmio. Sasha ora centralizava, ora vinha aberto pela esquerda, em triangulações com Seijas – mais uma vez atuando pelo meio, como um articulador. Logo aos 13 minutos, o camisa 9 colorado passou pela intermediária gremista a dribles e bateu colocado. Era o cartão de visitas vermelho na primeira investida com perigo no Beira-Rio.

Acontece que o clássico 410 foi incendiado seis minutos mais tarde. Como Roger escalou Éverton e Luan à frente, com o equatoriano Bolaños no banco, as jogadas de velocidade eram a especialidade do ataque do Grêmio. Quando necessitava pensar o jogo, era de Douglas o trabalho de cadenciar o jogo, segurar a bola, e partir novamente a acelerar o Gre-Nal. Eram 19 minutos, um esquadrão azul, em bloco, aproveitou a falha de Seijas junto à lateral. Luan, serelepe, entrou pela esquerda, deu passe para Éverton, que chutou rasteiro. Muriel fez uma defesa parcial, mas para o meio da área, e Douglas só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol. O banco de reservas inteiro do Grêmio correu para comemorar com o camisa 10. Abria o placar o time que se mostrou mais à vontade no clássico.

O gol desorientou o Inter. O toque de bola deixou de existir no time de Argel. Paulão passou a fazer ligações diretas entre a defesa e o ataque. Os laterais não subiam. Os lampejos de criatividade se davam por jogadas individuais, principalmente de Vitinho e de Sasha. Com 30 minutos, Ferrareis foi chamado por Argel. Entrou na vaga de Fernando Bob, que havia recebido amarelo por falta dura em Luan. Não mudou nada. Enquanto o Grêmio rodava a bola de um lado para outro, aproveitava os espaços no meio-campo e controlava a partida, ao Inter cabia a aposta individual – sendo Sasha o mais perigoso do lado vermelho no Gre-Nal.

– Temos de tocar a bola, procurar a aproximação para conseguir o segundo gol – disse Douglas na saída para o intervalo.

O Inter começou forte na etapa final. Em menos de cinco minutos, foram quatro escanteios em sequência. Aos 11 minutos, Ferrareis bateu forte da entrada da área e assustou Marcelo Grohe. Aos 14, Vitinho fez fila e explodiu um chute na defesa tricolor. Um minuto depois, Paulão venceu a linha de impedimento do gremista e tentou deslocar Grohe. A bola raspou a trave esquerda da goleira ao lado do Gigantinho. Com 16, o Beira-Rio foi ao delírio quando o auxiliar Galego chamou Valdívia dentre os reservas. Seijas foi o escolhido para deixar o campo – e o zagueiro Fred passou a ser a sombra do cabeludo no Beira-Rio.

O Gre-Nal ganhou emoção. O Inter ganhou velocidade e ímpeto ofensivo. Anderson entrou no jogo para aumentar o poderio colorado. Roger devolveu o xeque dito por Argel e colocou Bolaños na partida. O Inter jogava melhor. O Grêmio apostava nos contragolpes e, com o placar favorável, no controle do confronto. Aos 40, quase houve o empate em tentativa de Anderson. Até Muriel foi para a área tentar o empate. Sem sucesso. O feito exemplifica o que representa o momento do Inter no Brasileirão. Desespero.

Comentários

Comentários