Déborah Medeiros: “Não tem explicação: é o Inter!”

Ricardo Duarte/Internacional

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Primeiramente, Fora Roth!

Eu ando triste. Talvez a tristeza de uma desilusão amorosa.

Ano passado eu me apaixonei. Ou achei que estava apaixonada. Conheci um cara nessas andanças pela internet e a coisa que mais me chamou atenção nele é que era colorado. Muito colorado. Isso pode parecer bobagem, mas pra quem mora fora do RS e que tenta viver o Inter isso é uma qualidade observável sim. Conversamos algum tempo e marcamos nosso primeiro encontro no Beira-Rio, no Internacional x Universidad de Chile. Algo bem pretensioso, já que eu precisava me deslocar 450 km pra esse encontro. Coisa que já havia feito muitas vezes pra jogos do Inter, então pensei: se o encontro for ruim, tem o Inter.

Ouso dizer que foi um dos melhores encontros da minha vida, talvez inebriada pela fumaça vermelha das Ruas de Fogo e pela emoção de um jogo da Libertadores em casa. É fácil se apaixonar numa Libertadores, né? E foi lá no meio daquela fumaça que aquele cara me disse uma das frases que mais representa pra mim os sentimentos que envolvem o Inter:

NÃO TEM EXPLICAÇÃO: É O INTER!

Eu, que não nasci no Rio Grande, que não tive um pai que me levasse pela mão pro Beira-Rio, que chorei aos 16 anos quando pisei no Beira-Rio pela primeira vez, que comprei com meu dinheiro a minha primeira camisa do Inter, todo esse amor se resume a isso: não tem explicação, é o Inter!

Durante os jogos da Libertadores, muito me encantava essa paixão que esse colorado tinha pelo Inter, a motivação dele quando acordava num domingo de manhã já preparado pro jogo das 16h, e como o dia dele era planejado em detalhes pra comportar um jogo de Libertadores numa quarta-feira às 17 horas. E me deixar fazer parte dessa rotina me fez entender que ser colorado não é apenas torcer por um time. É amar, é seguir, é acompanhar de perto, seguir por todas as partes. Você faz amigos pelo Inter, alguns até que a vida não seria capaz de explicar.

O fim do esboço desse relacionamento, assim como a queda do futebol do Inter, aconteceu naquela fatídica pausa da Copa América, tão inexplicável quanto o gol contra do Geferson. Daquele colorado que não mandava nudes antes de dormir, mas sim fotos emblemáticas do D’Alessandro ou do Fernandão, ou no lugar de mensagens de bom dia encaminhava empolgados aúdios de “VAMO INTER”, o que ficou foi o amor pelo Inter, sem nenhuma explicação.

É fácil amar numa Libertadores, ainda mais quando te dão o mundo. Talvez eu esteja desiludida agora nessa ameaça de rebaixamento, mas o amor não pode acabar nas dificuldades. Porque é nas más que eu demonstro que te amo igual.

Apesar de ter quem acredita que o jogo acaba aos 35 minutos, Seijas ontem lembrou que o mais importante agora é o clube. Até porque as pessoas ruins vão embora, o clube fica.

Se meu apoio é o que pode te salvar, não tem quem vá me deixar no banco. E eu não posso deixar de te amar, Internacional. Muito menos te abandonar. Não tem explicação, é o inter.

#VAMOINTER

Comentários

Comentários