Daniel Matador: “Guerreiros da Tempestade”

Foto: Lucas Uebel/Grêmio GFPA

Foto: Lucas Uebel/Grêmio GFPA

“Eu queria atingi-lo na escuridão do fim da noite, atingi-lo no trovão da tempestade providencial de Tor, atingi-lo sob o açoite dos raios do deus do trovão, atingi-lo no vento e na chuva dos deuses. Eu levaria o caos.”

Uhtred de Bebbanburg, em “Guerreiros da Tempestade”, 8º volume da Série Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell.

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Caros

Quiseram os deuses que chovesse em Minas Gerais. Choveu durante dois dias seguidos. Chovia até mesmo quando o Grêmio chegou ao palco da batalha. Mais uma. Outra vez no Mineirão. O mesmo que já havia ficado prostrado frente a um tricolor avassalador. Mas seria praticamente impossível repetir a façanha. Impossível? Essa palavra não existe para o Grêmio de Renato Portaluppi.

Os atleticanos foram feridos de maneira mortal. Sequer viram o que os atingiu. Mesmo antes do fantástico gol de Pedro Rocha, após lançamento primoroso de Maicon, o Grêmio já dominava as ações do jogo. Era ele quem havia invadido o campo e tomava posse do Mineirão. Tal qual um senhor da guerra, Renato veio, viu e venceu. Ele levou o caos a Minas Gerais.

Houve chuva, vento, raios e trovões. Só que eles não eram uma intimidação feita pelo time da casa para seu adversário. Não, tolinhos. Quem trouxe a tempestade foram os soldados tricolores. Renato pediu a Tor que lançasse sua fúria no campo verde do Mineirão. E completou a obra comandando seu exército rumo à destruição do adversário.

Pedro Rocha foi duplamente fatal. Kannemann foi um monstro. Maicon dominou o meio de campo. Grohe fechou o gol com escudo. Geromel deixou caídos os adversários. Everton deu o tiro de misericórdia. Os mineiros até tentaram esboçar uma reação, principalmente por terem ficado em superioridade numérica. Não adiantou. Teve mais chuva. Teve mais vento. Teve mais trovão. Teve mais Grêmio.

Mas enganam-se os que pensam que esta batalha noturna que os guerreiros da tempestade travaram foi algo fortuito. Na semana que vem tem mais. Será a batalha final. Só que nesta noite não haverá tempestade em Porto Alegre. Haverá cataclismo. Haverá apocalipse. Haverá o caos.

Saudações Imortais

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