Adriano Schneider: “Perder para si é pior que perder pros outros”

Gre-Nal

FOTO: LUCAS UEBEL/GRÊMIO

Montei rapidamente um Inter ideal, com as mesmas peças que temos agora. Exatamente as mesmas peças pra não ser injusto.

Ele começa obviamente por Danilo Fernandes e um goleiro reserva que não fique entre ser ou não relacionado pras partidas.

Um goleiro reserva que não jogue vôlei e espalme pro meio, que saia nos escanteios, que grite com a defesa. Um goleiro que seja….simples.

O meu Inter óbvio tem a primeira linha de quatro com esses que estão aí: William, Paulão, Ernando e Artur. Esse último com a possibilidade de sair porque meu departamento de futebol iria atrás de qualquer lateral no mínimo confiável. Ele poderia ter 30 anos. Poderia ser de fora, até receber um salário mais alto.

Nesse meu Inter óbvio eu não sentiria falta do Fabrício.

Meu segundo volante seria bem definido: é Bob ou Fabinho. Sem essa de “meritocracia semanal”. Um seria titular e outro reserva e teriam que se acostumar com isso. Ponto. Dourado não seria inventado pela direita porque ele já provou que não sabe jogar ali. Ele seria simplesmente o que é desde a base: volante que sobe e não volante que volta.

A terceira posição seria de Seijas, jogando pela esquerda. É onde ele joga há anos, onde foi destaque. Ele joga ali desde o início, sem invenção.

E então não teríamos Ferrareis ou Andrigo batendo biela e vendo quem vai ou não vai. A quarta posição seria de Anderson.

No meu Inter ideal momentaneamente Sasha não joga. Ele senta no banco ou é vendido. Desde o início do ano falo isso. É moderno, pronto pro mercado europeu ou pra um Inter muito organizado. Mas ele não é habilidoso e esse Inter precisa de individualidade. Logo, Sasha não joga e Valdívia é titular ao lado de um Vitinho que seria bem exposto pra que corresse e tivesse o mínimo de vontade de marcar.

E é isso. Um time simples, óbvio e ideal. Meu técnico não inventaria. Sem chutão, sem uma bola. Daria rodadas pra que Seijas, Anderson e Valdívia se entrosassem, com Vitinho chutando pela esquerda ou centralizado.

É o óbvio que não se cumpre. O óbvio que não se define. O óbvio que parece impossível.

E sem o óbvio nos resta a certeza do fracasso. Pelas nossas próprias mãos e não pelo mérito dos adversários.

Perder pros outros é terrível. Perder pra si é muito pior.

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