A nova era do Grêmio com Romildo Bolzan: três anos, austeridade, títulos e Arena

FOTO: LUCAS UEBEL / GRÊMIO

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Como será quando o Grêmio chegar ao final do triênio em dezembro de 2019 no comando de Romildo Bolzan Jr., nós não sabemos. O que é sabido é que desde sua reeleição no último sábado com esmagadores 85% dos votos dos sócios, faz do presidente gremista uma espécie de “nova era” na gestão do tricolor. O resultado das urnas é o reflexo do entendimento do torcedor perante o que o clube tem passado e que precisa passar.

Certamente Bolzan Jr., se credencia como um dos nomes mais importantes da gestão do Grêmio. Sua política de austeridade, que busca atualizar situações de compatibilizações de receitas de despesas no mesmo nível, ou seja, “arrecadar e gastar somente o que arrecadou”, evidencia uma convicção de propósito de realizar apenas o tangível.

O tricolor ter uma história de bastidores políticos muito importante com personagens que marcaram o clube por suas gestões diferentes de se pensar futebol e administração. O bem comum por óbvio deveria ser o clube, mas por vezes isso não aconteceu. Muitos destes personagens foram alijados do convívio com o Grêmio por suas megalomanias e formas distintas de encarar o desafio de governar o tricolor.

O que o Grêmio tem agora? Há 15 anos não venceu nada relevante no cenário da bola. Lambe suas feridas quase que diariamente, mas ainda neste ano de 2016 resta uma esperança: Quem sabe, uma taça com relevância? Pode ser a Copa do Brasil que será decidida em breve ainda no mês de novembro. Mas e depois?

Até 2019, Romildo Bolzan terá uma missão que por si só é um enorme desafio: Manter o clube saudável financeiramente para que se possa retomar os rumos das glórias. O torcedor parece que entendeu, mas espera com muita ansiedade algo que contemple suas vontades e paixões que é ver um time arrebatador com metas maiores e claro, ter a sua casa própria em definitivo. Bolzan Jr. terá a chance nos próximos três anos de mandato adquirir a Arena finalmente. Fazer com que a rentabilidade financeira dela seja remetida para o Grêmio. Livrar-se deste “aluguel” também é um anseio do torcedor tricolor.

Na maioria de suas manifestações para a torcida, Bolzan Jr., é contundente no que se refere ao Grêmio por si só. É da ciência do mandatário gremista que vender atletas promissores para sanar contas será necessário. Mas a atenção com as categorias de base deverá ser redobrada para que o clube aumente ainda mais essa renda e também aumente ainda mais a qualidade do plantel para os próximos anos.

O presidente do tricolor tem uma missão competitiva que pode ser “demorada” ou “mais ágil”, dependendo da forma de sua administração. Três anos podem ser definitivos na vida do Grêmio e essa responsabilidade está nas mãos de Romildo Bolzan Jr. O torcedor e sócio gremista quer um clube campeão novamente, sadio financeiramente, adimplente, mas que possa ver na figura de Bolzan Jr., essa espécie de “nova era”. O torcedor deu essa chance ao presidente e seus pares, bem como mostrou isso nas urnas. Boa sorte ao presidente, afinal, não será tarefa fácil.

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